Vendem-se pulseiras (ou "procura-se pessoas felizes")

28 novembro 2014
Hoje eu passei boa parte do dia meditando sobre felicidade. Hoje eu ouvi um verdadeiro absurdo sobre a minha felicidade, o qual eu prefiro nem comentar. O fato é que fiquei boa parte da minha tarde, no meu canto, meditando.

O mundo precisa de pessoas felizes. Mas pessoas felizes em sua plenitude, e não daquela felicidade disfarçada de "preciso me mostrar feliz para a sociedade". 

Sempre achei que a máxima "pessoas felizes que não enchem o saco" é uma das maiores verdades na vida e sempre achei que a máxima "não espalhe sua felicidade porque o olho gordo te pega" é uma meia-verdade. Imaginem que saco seria o mundo se todas as pessoas escondessem a sua felicidade?

A gente tende a achar que a felicidade está nas grandes coisas: comprar uma casa, ter o carro do ano, fazer big viagens internacionais nas férias, e na verdade a felicidade está, sim, nas pequenas coisas. 

Olha o que aconteceu comigo hoje:

Eu tenho um primo que cresceu junto comigo, o Marcos. Marcos tem duas filhas: a Laurinha e a Isabella. Laurinha tem muito de mim quando eu tinha 8 anos, e uma das características que acabei de descobrir é que ela é uma mini-empreendedora do ramo das pulseiras de elástico (aliás, eu arrisco dizer que as mais bem-feitinhas que já vi). Quando pequena, eu "vendia" cartões de Natal feitos à mão (eu achava lindo, tá? kkkkkkkk) e suco de maracujá (oi?). E quando a Laurinha apareceu no Facebook com as pulseirinhas de plástico, imediatamente voltei no tempo e lembrei de mim.

Hoje Laurinha postou no Face um cartaz escrito à mão - vintage, como diria o pai rsrsrsrs - anunciando suas pulseirinhas. Tinha preço, tinha o bloco e o apartamento. Achei bonitinho o desprendimento dela, sabe? As crianças têm uma pureza que nós, adultos, não temos. Então resolvi parar um pouquinho o que estava fazendo e "perdi" meia horinha para fazer um cartaz elaboradinho para ela colocar no condomínio onde mora. E ele ficou assim:


Acho que esse foi o momento do dia que me deixou mais feliz, sabe? Uma coisa mínima, que para muitos não tem significado algum, mas que com certeza fez o coração da Laurinha vibrar um pouquinho.

É disso que a gente precisa: de mais momentos felizes. De pequenas coisas. 

Para se feliz a gente não precisa estar 24 horas com um sorriso no rosto. A gente só precisa ser o que é, ou melhor, a gente precisa ser livre (de conceitos e julgamentos) para ser feliz. A gente precisa ser livre para fazer nossas escolhas sem que a sociedade julgue. A gente precisa ser livre pra ficar triste quando for conveniente. Essa coisa de mascarar sentimentos e seguir o que a sociedade fala é triste demais. É importante que deixemos de lado, por alguns momentos, a pessoa que os outros querem que sejamos e passemos a ser quem REALMENTE somos na essência.

Precisamos de mais Laurinhas no mundo. Precisamos de mais pessoas que despertem esse riso solto por um momento ridiculamente pequeno. E enquanto nós não abrirmos as janelas da nossa vida pra essa liberdade de sentimentos, teremos um mundo frio, cruel e rotulador.

Precisamos de mais pulseirinhas coloridas, de vidas coloridas, da felicidade nas coisas pequenas, de liberdade de sentimentos. 

Que cada um de nós seja um pouquinho de Laurinha. Nosso planeta precisa!

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Feito com ♥ por Lariz Santana