As (boas) voltas da vida, empreendedorismo e mais

Vou contar uma história pra vocês:

Quando eu me descobri grávida da Manu, uma das coisas que me preocupava muito era o quão presente eu seria na vida da minha filha. Sempre tive pavor de ser daquelas mães que saem de casa com o filho dormindo e chegam com o filho dormindo. Manu nasceria em janeiro passado, eu estaria entrando no meu último semestre da faculdade... e como meu antigo empregador não liberava horário para cursar os estágios, eu teria que usar a minha licença-maternidade para fazê-lo. Ou seja: eu sacrificaria minha filha recém-nascida, 100% dependente de mim. Mas se o jeito era esse, não havia nada que eu pudesse fazer (a não ser almejar o prêmio da mega-sena).

Mas a vida tem suas reviravoltas, e vocês leram aqui tudo o que eu passei: Manu resolveu voltar para o céu e eu me vi sem chão. Este aqui não é o post para falar sobre como fiquei no pós-perda recente, já tem muito aí no blog.

Enfim... com uns 20 dias da perda, eu senti necessidade de uma terapia; algo que me tirasse do fundo do poço. E eu sempre encontrei refúgio no artesanato, mais especificamente com papel. E foi aí que nasceu o meu ateliê. Uma terapia. Descobri equipamentos, comecei a estudar, a praticar e um monte de coisas bonitas foram surgindo. A cada peça nova, um incentivo do Renan, da minha mãe e das minhas irmãs. Até que veio a primeira encomenda e eu nunca mais parei.


No começo era tudo muito amador e básico: os primeiros pedidos eram feitos pelos amigos e eu fazia muito o "mais do mesmo", embora não tenha mudado o meu caráter comercial: eu faço produtos que o povo usa, e quando surge um projeto novo, caio dentro sem pestanejar. O maior exemplo que tive até hoje foi a cortina de flocos de neve para a Janaína, que fez a festinha da Gio com o tema Frozen. Foram centenas de flocos de neve cortados e colados para cobrir uma parede.

Com o tempo, veio a preocupação com o marketing, veio a lojinha virtual, veio a papelaria da empresa. Eu não queria ser apenas uma artesã; eu queria ser uma empreendedora. E empreender, meu povo, não é nada fácil. Tem dias que eu sento pra trabalhar às 9 da manhã e acabo à meia-noite. Minhas costas doem, eu mal consigo levantar da cadeira. E nesse meio-tempo, eu toco a produção, eu respondo e-mails (e, enquanto eu estou trabalhando, não deixo meus clientes mais de duas horas sem resposta), eu alimento as mídias sociais. Se vale a pena? Vale! Financeiramente, recuperei meu investimento inicial em 2 meses de operação. Psicologicamente, minha cabeça está BEM melhor: Minha arte foi minha terapia e agora é minha fonte de renda. E, mesmo trabalhando MUITO (agora, por exemplo, estou trabalhando na produção de duas festas e minha agenda já está apertada até junho), minha qualidade de vida melhorou significativamente. Consigo acordar com Renan, tomamos café da manhã juntos, almoçamos juntos... se precisamos fazer algo durante o dia, eu dou uma pausa no trabalho. Se minha mãe precisa de mim, posso ajudá-la a qualquer momento. E sei que, no momento em que for mãe, poderei acompanhar o crescimento do meu filho de perto.


E hoje foi dado mais um passo à profissionalização do meu ateliê: agora temos um blog! Então, os posts de festinhas serão veiculados por lá. Eu também pretendo compartilhar alguns passo-a-passos, vídeos interessantes e, claro, mostrar um pouquinho do trabalho do Arrumadinha.

Se quiser acessar, o link está aqui. Só clicar na figurinha abaixo:


Ah, e as atividades continuam aqui no Arrumadíssima!

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